exportar animais

5 Dicas para Exportar seus Filhotes

Porquê não Exportar?

O Brasil é um país continental e com um mercado consumidor gigante. Mesmo em momentos de crises, é possível passar com elas com mais ou menos sofrimento. Culturalmente somos extremamente fechados. Não temos uma cultura exportadora, por vários motivos (língua, posição geográfica, nosso tamanho, etc). Mas e se o criador resolver exportar, como fazer?

Nada melhor que gastar em reais e faturar em dólar ou euros, não é mesmo? Mas porque somente poucos criadores procuram esse caminho?

Exportando

É estranho que um criador no RS não tente vender para o Uruguai ou Argentina… assim como um criador do NE não tente uma venda para a Europa e assim por diante. Em tese é mais fácil um gaúcho entregar um filhote em Montevidéu do que em Fortaleza. Num vôo um criador do Recife entrega um filhote em Amsterdã, mas não faz isso para Florianópolis…

Entretanto, para fazer isso é necessário que o criador se prepare para isso. Vamos as principais dicas:

1) Conheça a língua

Ter o conhecimento mínimo da língua será fundamental para que o criador exporte. Tendo noções básicas de Inglês ou Espanhol você terá acesso a um mercado muito maior e muito importante.

Entretanto se isso não for possível, procure alguém que possa ajudá-lo quando for necessário conversar com o interessado. Algumas ferramentas digitais hoje, como o Google Tradutor, pode ajudar bastante, mas elas tem suas limitações.

2) Tenha o site na língua do comprador

Ter seu site na língua desejada pelo cliente é o mínimo que você deve fazer. Redes Sociais fazem traduções automáticas, entretanto elas também tendem a se limitarem ao país do vendedor. Logo o alcance é muito mais limitado quando o comprador é de fora.

A plataforma do SistemaPET já tem o suporte para as principais línguas (Espanhol e Inglês), o que já facilita em muito o contato com o comprador.

A geração de conteúdo de qualidade e autoral em várias línguas também é bonificado pelo Google, logo, além de tornar o site do criador ainda mais relevante na língua do criador, irá trazer novas oportunidades.

Todas as dicas que demos para um bom site na língua do criador, irá servir para os países em que o criador deseja vender.

3) Quanto cobrar e como receber

Uma prática comum é cobrar um valor de um cliente no exterior muito acima do praticado localmente. Entretanto, essa prática poderá gerar problemas. O comprador poderá verificar facilmente o valor na moeda local e fazer a conversão. O Ideal é que o criador cobre um valor semelhante, mas adicione os impostos, taxas de nacionalização do dinheiro, logística (burocracia e envio).

Hoje em dia, os principais sites de pagamento podem facilitar imensamente o recebimento de valores do exterior. Antigamente somente alguns bancos poderiam fazer transferência, via um processo extremamente burocrático. Hoje um Paypal, por exemplo, facilita muito e permite que a transferência seja fácil e transparente.

Já é possível até mesmo utilizar bitcoins ou moedas virtuais. Mas essa opção, por enquanto é para os mais corajosos.

4) Tenha uma opção de logística

Enviar animais para outros países exige uma preparação logística e uma burocracia especial. No Brasil hoje já temos pessoas e empresas que fazem esse serviço e conhecem toda a burocracia necessária.

Com exceção dos países do Mercosul (Argentina, Uruguai e Paraguai), todos os envios devem ser via aérea. Geralmente a burocracia não é complexa, mas é trabalhosa e exige que o criador tenha todos os documentos, vacinas, atestados, etc em dia.

O valor do envio, como para uma venda local, cabe ao comprador. Portanto, esse trâmite todo deve ser repassado ao comprador. Portanto, o ideal é que você já tenha contato com a pessoa que irá fazer esse trâmite.

5) Saiba para quem vender

Quando falamos de exportar para fora do Mercosul, geralmente falamos em venda para criadores de outros países.

São eles quem sabem analisar melhor um animal. Sabem o que ver, sabem valorizar os títulos obtidos e os exames realizados. Portanto, essa informações deve estar facilmente disponível para eles.

No caso do Mercosul, há a possibilidade de venda também para o público leigo. Entretanto, seu site deve passar a confiança necessária para o comprador. Os procedimentos de compra, pagamento e entrega devem estar disponíveis de maneira fácil e clara. Pois mesmo a execução de contratos de compra e venda entre países distintos seria difícil.

Não é impossível vender para leigos em outros países, entretanto o criador terá de fazer um trabalho muito bom na divulgação da qualidade de seus animais.

Conclusão

Se você tem uma criação com animais de boa qualidade, tem um bom controle de saúde e possui um bom programa de reprodução. Comece a pensar em ampliar seu mercado. Hoje em dia é mais fácil começar a exportar do que importar.

Temos a opção para você publicar rapidamente o seu trabalho em várias línguas. Assim poderá encontrar novos mercados e clientes ao redor do mundo.

Não perca tempo e comece a divulgar seu trabalho para todo o mundo agora!

Agradecemos à Criadora Aurea R. Giacomelli pelo apoio no artigo!

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