importar cão ou gato

Cuidados ao Importar um Cão ou um Gato

O Sonho de Importar

Importar um cão ou um gato é algo que qualquer criador sempre tem no radar. Alguns chegam a investir o dinheiro inicial da montagem do plantel em importações. Entretanto, se não for muito bem feita, o sonho de ter um animal vindo do exterior pode se tornar um pesadelo.

Importar um animal, por incrível que pareça, é muito mais complexo para o criador do que exportar. Como mencionamos nas dicas para exportar, o real interesse do comprador faz com que o mesmo vença os obstáculos e custos necessários.

No caso da importação, o criador é que terá de enfrentar os riscos e obstáculos do processo. Que, em geral, não são poucos.

Encontrando o criador

Na grande maioria das vezes o criador brasileiro procura criadores de países desenvolvidos (Europa ou América do Norte). Logo, em muitos casos eles já enfrentam um preconceito inicial do criador de fora. Geralmente não está nos planos de um criador desses países em enviar um bom animal para um país em desenvolvimento.

Embora hoje em dia seja muito mais fácil localizar um bom criador no exterior, isso não quer dizer que será fácil conseguir um bom animal dele. Alguns até vende um animal, mas nem de perto seria um bom animal para fazer parte de um bom programa de reprodução.

Conversando com criadores que já fizeram importações, não é nada incomum encontrar histórias de problemas, mesmo ao importar animais adultos. Animais com graves problemas de saúde, que não reproduziam, com problemas de estrutura, etc.

A melhor forma de reduzir o risco é:

A primeira dica: fazer o mesmo que você deve fazer com criadores brasileiros: conhecê-los bem. Saber se o criador do exterior tem um plantel bom, se é idôneo, se preza pela saúde tanto quanto pela estrutura, etc.

A segunda dica: para reduzir o risco com o criador é ganhar a confiança dele. A melhor forma de fazer isso é começar a ter um relacionamento com ele antes da compra se concretizar. Mas não seja insistente. Criadores gostam de elogios de seus animais, portanto, comece por aí. Vá ganhando confiança e depois procure manter contato. Assim ele terá a oportunidade de conhecê-lo melhor e se sentirá mais seguro em enviar um bom animal.

A terceira dica é: mostre seu trabalho. Se você costuma ter animais de boa qualidade, é organizado e ético, e consegue demonstrar isso para o criador do exterior, suas chances de ter um bom animal aumentam muito. Por isso, um site bem organizado, com informações importantes e claras e na lingua do criador irá ajudar a demonstrar seu trabalho para ele.

Efetuando o pagamento

Assim como na exportação, hoje em dia enviar e receber dinheiro para o exterior é muito mais fácil. Existem várias formas de efetuar isso de forma fácil e sem muita burocracia. O criador deve apenas se atentar às taxas praticadas por esssas formas.

O Paypal, por exemplo, é a forma mais fácil e rápida para efetuar isso. Operações bancárias também podem ser feitas. E por fim, o criador poderá levar o dinheiro em mãos, embora essa ação possa ser perigosa. Mas existem várias opções para efetuar o pagamento.

Logística

Assim como na exportação, importar um animal é um processo longo e que pode variar de país pra país. Sem contar que a burocracia brasileira é algo impressionante.

A preparação pra a viagem pode ser bem complexa. Dependendo do país de origem, pode ser necessária paradas, escalas, passagem por outros países, etc. Portanto, o que pode ser muito mais cômodo e seguro é contratar uma empresa ou pessoa com boa experiência. Afinal, de que adianta investir um monte na aquisição e depois acabar com problemas na importação desse animal?

Outra opção é o próprio criador buscar o animal. Isso pode ser bem interessante porque permite ao criador que está comprando conhecer melhor o manejo no exterior e estreitar o relacionamento. Mas essa opção, muitas vezes, é mais cara do que solicitar para uma empresa ou para alguém que faz esse trabalho.

Dependendo do caso, o valor logístico pode ser igual ou superior ao valor do animal. Então, o criador deve estar preparado para isso.

Conclusão

A importação pode ser algo extremamente bom para o criador. Geralmente “oxigena” o plantel e eleva o criador a um novo patamar. Mas deve ser feito com muito cuidado e planejamento. Pois é caro e se não dá certo, causa uma frustração enorme, além de um rombo financeiro.

Nos casos de problemas, o criador fica na mão, pois acionar o vendedor no exterior é praticamente impossível.

Geralmente temos no país criadores de várias raças que podem fornecer bons animais para o plantel para os criadores que estão no início da criação.

O ideal é que um criador já tenha um tempo de criação significativo antes de se aventurar na importação. Efetuar uma importação sem que ele tenha conhecimentos e experiência na raça que cria é extremamente temerário.

Assim como no Brasil, existem pessoas que são boas de marketing e péssimas na criação no exterior também. E às vezes, ao ser enganado, o plantel nacional da raça pode sofrer com a introdução de problemas que não tinha.

Graças a tecnologia e a evolução dos serviços prestados no mercado pet, a importação já não é algo impossível. Mas com planejamento e cuidado é possível fazê-la com sucesso!

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