Conheça 5 Doenças que Afetam as Orelhas dos Pets

Segundo a literatura veterinária, 80% dos casos de otites acontece em animais com orelhas caídas

Por maior que seja o nosso cuidado, por vezes nosso animal de estimação pode apresentar alguns problemas de saúde. Os sinais de que o pet não está bem, de modo geral, estão associados às mudanças de comportamento, como apatia e desinteresse até mesmo por brincar.

Nesse sentido, um dos problemas mais comuns, tanto em cães como em gatos, é algum tipo de infecção na região das orelhas do animal, as chamadas otites. Por isso mesmo é fundamental manter todos os cuidados para o pet, de modo a evitar este e outros problemas.

Hoje você vai conhecer melhor quais as principais doenças que afetam os ouvidos dos nossos animais de estimação, quais os fatores que predispõem tais patologias e o que fazer caso isso aconteça com o seu pet.

Otite — o que é

Os ouvidos estão entre as regiões mais sensíveis nos gatos e cachorros. Ambas as espécies possuem uma audição mais apurada que a nossa, mas acabam estando mais propensas ao aparecimento de doenças nessa parte do corpo.

No caso dos cães, tal propensão tem a ver com o maior comprimento e curvatura do conduto auditivo, o que faz com que o ambiente do ouvido seja mais escuro, abafado e úmido — condição ideal para ser morada de bactérias, fungos e parasitas. Cães com orelhas naturalmente caídas também estão mais propensos a tais problemas.

A otite, isto é, a inflamação nos ouvidos, pode ser causada por diferentes agentes, como bactéria, carrapato, fungo, sarna, trauma ou até mesmo pela entrada de um “corpo estranho”, como a água durante o banho. Há três tipos de otite que se distinguem pela região do ouvido que foi afetada.

Os sintomas da otite são mau cheiro, coceira intensa na região, eliminação de secreção no ouvido, movimento constante da cabeça do animal e até mesmo desequilíbrio (já que, dependendo do grau da doença, o pet pode ter até labirintite).

Otite externa

É o tipo mais comum em cães e gatos, mas também é a mais fácil de se tratar. A otite externa afeta principalmente a entrada das orelhas do animal, podendo ser aguda ou crônica (recorrente ou persistente, com duração de três meses ou mais).

O agente infeccioso mais comum para esse tipo de otite, principalmente os em sua forma aguda, é o fungo Malassezia; enquanto a bactéria Pseudomonas aeruginosa é mais associada à otite crônica. Doenças seborreicas, sebáceas, hormonais e até alergias também podem acarretar em otite externa.

Otite média

A otite média é considerada a extensão da otite externa. Ela ocorre em uma porção mais interna do ouvido, posterior ao tímpano, podendo afetar o sistema neurológico. Alterações motoras podem ser percebidas, como falta de coordenação, movimentos involuntários dos olhos e inclinação da cabeça.

Otite interna

Também chamada de labirintite canina, a otite interna é a forma mais grave de infecção, pois atinge as regiões mais profundas do ouvido, alcançando os ossos do crânio do animal. Este problema acarreta alterações neurológicas no animal e, se não tratada, por originar um quadro de meningoencefalite e até perda da audição.

Sarna otodécica

A sarna de ouvido é outro problema que atinge essa parte do corpo dos pets e é advinda de ácaros que causam intensa coceira e inflamação nas orelhas. A cera com aspecto mais grosseiro, com aparência de terra, é um dos sinais mais visíveis da sarna otodécica.

Otohematoma

O hematoma auricular ou otohematoma acontece geralmente em cães de orelhas caídas (como Dachshund, Beagle e Poodle) por conta do rompimento de vasos sanguíneos dentro da orelha, formando pequenas bolsas de sangue. Isso acontece por conta de chacoalhamento da cabeça e traumatismos.

Procure um veterinário

O maior cuidado na hora do banho, não permitindo a entrada de água na orelha do animal, e uma limpeza periódica e delicada das orelhas do pet com um pano seco enrolado nos dedos podem ajudar a manter a região mais limpa ou ainda a identificar possíveis alterações.

Contudo, ao menor sinal de alteração no comportamento do animal, o certo é procurar imediatamente uma avaliação veterinária. Só este tipo de especialista saberá identificar qual a doença, sua proporção e o tratamento ideal para cada tipo de enfermidade.

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