Ética entre criadores

Ética

Ética entre criadores é algo fundamental para que exista uma civilidade entre os mesmos e que a concorrência entre eles seja sempre sadia.

Vamos falar um pouquinho sobre algumas condutas éticas que são recomendadas aos criadores. Algumas entidades já possuem um código de ética grande e vasto. Mas vamos elencar o que consideramos mais importantes no dia a dia.

Entendemos como ética o comportamento adequado dentro de normas morais que regulam as ações individuais perante um grupo ou a sociedade em geral. Uma atitude anti-ética pode ser permitida por lei, mas não é bem vista pelos demais membros do grupo ou da sociedade.

Portanto, não iremos mencionar atitudes que já são contra-lei, como mal tratos, falsidade ideológica, roubo de imagem, etc.

1) Falar mal de outros criadores

Talvez algo mais comum de se ver no dia a dia. Nessa prática o criador denigre a imagem de outros criadores. Uma clara atitude que fere a ética entre criadores.

Essa ação pode ser resultado de uma falta de segurança por parte do criador a respeito de sua própria criação.

A melhor forma de se diferenciar não é falando que o concorrente é ruim, mas explicando porque você é melhor.

Se, por exemplo, você sabe que não há controle de saúde por parte da concorrência. Informe que você faz controle de saúde, a importância dele e mostre como você faz. Não é necessário falar que o outro criador não faz.

2) Manter o que foi acordado

Se ao negociar com o criador, for combinado algo que deverá ser feito no futuro, mantenha a palavra.

Se, por exemplo, um acasalamento ou um filhote for combinado no futuro. Assim que possível, cumpra.

Mantenha o outro criador sempre informado da situação que possa prejudicar o cumprimento da promessa. Por exemplo, se surgir um problema de saúde com o animal, informe o outro criador o mais rapidamente possível e, se for necessário, envie os laudos e exames para que, juntos, possam tomar uma boa decisão do que fazer.

3) Estragar Negócios Fechados

No mundo dos negócios, uma forma de encontrar clientes é ver quem é cliente do concorrente ou quem é “seguidor” do mesmo. É uma prática válida, uma vez que cabe a cada criador configurar corretamente suas informações privilegiadas.

Entretanto, contactar clientes de outros criadores que acabaram de fechar negócios, ofertando filhotes por valores ou condições melhores, não é uma atitude ética entre criadores.

O criador vendedor já deixou de anunciar o filhote, já está providenciando documentação e, às vezes, as questões logísticas. Uma perda de venda já realizada causa um transtorno enorme.

Se o criador identificar que o potencial cliente já fechou negócio recentemente, deveria agradecer o contato e se afastar. Há sempre um outro cliente que irá adquirir o filhote.

4) Distorcer Informações

Cada criador tem o total direito de ocultar informações que são sensíveis. Entretanto, não pode distorcer informações.

Uma coisa é o criador falar para outro criador: “Essa informação é confidencial” ou “Preferimos não falar sobre isso”. Outra é mudar a informação que ele sabe não ser real.

Por exemplo, o criador faz um exame e o resultado é ruim. Quando o outro criador pergunta sobre isso, ele diz que está tudo bem. Isso não é nada bom, pois passa uma informação falsa. O que é completamente diferente de uma informação do tipo: “Não comentamos resultados de exames…”.

Embora acreditamos que saúde sempre deva ser tratada de forma transparente, cabe a cada criador tratar essas informações da maneira que entender como a melhor.

Ética entre criadores tem a verdade como base fundamental.

5) Seja Parceiro

Criadores são essencialmente competidores, entretanto não precisam ser inimigos. Quando um criador vende para outro criador, ele está vendendo para alguém que de fato pode dar o devido valor feito pelo criador vendedor.

Ao escolher um padreador ou matriz para integrar o plantel, está se buscando um pool de qualidade, em todos os aspectos.

Entretanto, como sabemos, animais não são produtos manufaturados e problemas podem surgir. Contratos e as leis podem garantir a completa isenção por parte do vendedor. Entretanto, eticamente falando, há um compromisso do vendedor em garantir uma qualidade mínima para que o animal seja um bom animal de plantel.

Obviamente não há como dar nenhuma garantia no que tange a resultados em exposições ou mesmo a filhotes desses animais. Entretanto, quanto à saúde do animal em si, é eticamente esperado que, pelo menos até o início do período reprodutivo ativo, haja uma responsabilidade por parte do vendedor.

A melhor forma de resolver o problema é uma conversa sincera entre os criadores envolvidos para que uma solução seja encontrada. O criador vendedor pode querer se isentar e ele pode até estar certo em termos jurídicos, mas seria uma ação eticamente bem questionável.

Conclusão

Esperamos que tenhamos sido claros e objetivos quanto ao que entendemos como ética entre criadores e às ações que consideramos fundamentais para um bom convívio.

Transparência é uma das melhores formas que um criador tem para trabalhar.

Obviamente existem criadores éticos e criadores anti-éticos. Qual dos dois você deseja ser?

Eduardo Antunes

CEO do SistemaPET, Criador desde 1997. Bacharel de TI pela UFPEL 1998. Especialista em Marketing Digital.